quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quem disse que preferia uma maioria absoluta?

Nos últimos anos tem-se assistido a uma opinião generalizada, na voz de várias conceituadas figuras políticas, de que os governos de maioria absoluta são o melhor para o país. Confesso, que eu inclusive cheguei a ser contagiado por esta corrente de opinião.

Hoje porém, estou convicto do contrário. Em democracia, a existência de uma maioria relativa permite evitar abusos de poder, ao mesmo tempo que permite a convergência de esforços com vista à tomada de medidas mais consensuais entre os vários sectores da sociedade.

Graças a ela (à maioria relativa), o país rompeu com a situação (habitual) de marasmo político e assistimos hoje a uma aparente tentativa de convergência de esforços nos vários quadrantes.
Pela primeira vez, o facto de um partido ter ter tido mais votos não significa que irá formar o próximo governo. Pela primeira vez, assistiu-se a um (aparente) acordo entre toda a esquerda.
Perante tudo isto, quem se pode queixar da falta de entusiasmo em que o país tem vivido ao longo destes últimos dias?

Considero legitimo e até desejável que exista uma alternativa e que seja dada oportunidade dessa alternativa mostrar que pode fazer melhor, desde que... tenha consciência da responsabilidade que isso acarreta não só perante os portugueses mas também perante os compromissos internacionais.

Agora, até que ponto conseguirá efetivamente fazer melhor, tenho sérias dúvidas. Sendo que as consequências podem ser dramáticas para o país... Espero sinceramente que o líder do PS tenha consciência daquilo em que se está a meter e que caso decida avançar para a formação de um governo de esquerda esteja à altura das suas verdadeiras responsabilidades.

Para já, aguardo (com expectativa) o desenrolar dos acontecimentos das próximas horas.

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