terça-feira, 5 de agosto de 2014

O casamento

Fim de semana, mais concretamente Sábado, foi dia de casamento.
Foi um casamento normal, como tantos outros, com cerimónia religiosa na igreja seguido do tradicional copo de água.
Eu tenho uma visão muito própria do casamento, entenda-se sobre a cerimónia em si, o acto de casar. Para mim, vale o que vale. Encaro como a mera formalização duma união. Compreendo contudo e respeito que para determinadas pessoas seja importante e assuma outro significado. Para mim, não altera em nada, senão no papel mas isso não considero que seja o mais importante e nos tempos de hoje acho mesmo que é um gasto excessivo de dinheiro que (mais uma vez friso, na minha opinião, é dispensável).
Depois todo aquele cumprir da tradição, imprime um certo "ar de obrigação" desde a cerimónia religiosa, às fotografias, ao copo de água, aos presentes, etc... Parece que está tudo a seguir um guião, ao qual não pode fugir...

Neste casamento a que fui no Sábado, achei que a cerimónia religiosa poderia ter sido encurtada. Não teria sido necessário todos aqueles cânticos do coro de jovens e seria mais interessante.
Gostei no entanto do padre que celebrou a cerimónia, era um quanto ao quanto castiço, com sentido de humor e pareceu-me que adaptado à mentalidade dos tempos modernos, algo que tanta falta faz à igreja hoje em dia, como instituição.
Disse algo que retive e que considerei bastante sensato, ao referir-se que hoje em dia os jovens casam já com o espírito de se "separar amanhã". "Estou contigo enquanto gostar de ti, enquanto nos entendermos" foi mais ou menos estas as palavras proferidas por ele, explicando que hoje em dia, muitas vezes, não há o mínimo esforço por fazer com que as coisas resultem e que tudo se resume como se de um mero contrato se tratasse.
E eu tendo a concordar. Estamos na época das relações descartáveis. É claro, que não sou apologista de que as pessoas devam estar juntas se não se amam ou se não se entendem. De todo. Muito longe disso. Porém, acho que não se deve desistir ao primeiro obstáculo e não lutar minimamente para tentar com que as coisas resultem. Haverão sempre obstáculos, haverão sempre fases menos boas, mais difíceis. Mas há que procurar ultrapassá-las e não desistir à primeira.
Acho que hoje em dia, casa-se sem se pensar muito bem no passo que se está a dar, no seu significado. Casa-se ainda com um elevado grau de imaturidade. E depois o maior problema é quando há filhos, crianças ao barulho que acabam por sofrer devido a essa falta de maturidade dos pais...

Mas enfim, cada um sabe de si. Que sejam felizes é o que importa.


"instafoto" a caminho do local do copo de água

13 comentários :

  1. Em relação à cerimónia, já ouvi tantas histórias absurdas como: pais que pagam os casamentos aos filhos, os filhos (noivos) recebem as prendas (maioritariamente em numerário) e passados poucos meses divorciam-se. Mas apesar de partilhar a tua opinião continuo a gostar de ir a casamentos, pois há sempre muuuuuuiita comidinha e, quase sempre, é sinónimo de rever a família/amigos :)

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    1. J. e MS (caramba que voces têm um prob kk com iniciais) na minha terra a coisa funciona assim: é muito giro fazer uma festa em que eu, noiva, sou o centro das atençoes, os meus pais pagam tudo, do bom e do melhor, eu recebo bue guita dos convidados, vou de lua de mel à pála das gorjetas e ainda me sobra um belo guito para rechear a casa nova.
      giro não é?
      quando o meu pai disse: casa, eu pago. sabes o que respondi? Pagas? Boa, dá-me o dinheiro que dispenso a festa ridicula e ainda faço umas boas viagens.
      Não há pachorra, meses a organizar uma festa que fica basicamente igual a todos os outros casamentos que já fui, tempo perdido para quê? assinar um papel? really? usar aliança? comprem uma e usem.

      apesar da minha nódoa como "esposa" e independentemente disso continuo a afirmar para toda a restante gente que ainda tem esperança no amor: gostas? então vão morar juntos. simples...
      contratos para mim só no trabalho. não assino contratos para mostrar que amo alguem. o Amor vê-se nas atitudes, não nas assinaturas ou casamentos de luxo.

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    2. Sem dúvida que o amor vê-se nas atitudes! :)
      E sim, o dinheiro exagerado que se gasta daria jeito para muitas outras coisas a meu ver mais prioritárias...

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  2. Só li agora o teu post, depois de já ter respondido no Instagram. Fiquei surpreendida como utilizamos muitas palavras iguais para definir o casamento. :-) Partilho da tua opinião. No que diz respeito à cerimónia e à festa, também não gosto de coisas muito tradicionais. O meu foi todo organizado e decidido por nós os dois, ainda hoje todos dizem que nunca viram noivos tão soltos e divertidos no seu casamento...e foi mesmo...porque era o nosso dia, não era para fazer tudo como manda a lei. Alguns (mais velhos) criticaram...mas sinceramente...foi para o lado que me deitei melhor.

    http://thelusofrenchie.blogspot.pt

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    1. Pois assim é que deveria de ser e faz sentido! Parabéns!! :))

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  3. Acho que, cada vez mais, existe a tendência a fugir a "essas leis" e a criar um dia à imagem dos noivos, e a quantidade de ofertas, para o dia, que hoje existem, facilita isso. Eu gosto da ideia de, um dia me casar. Gosto da ideia de uma festa até ser dia, mas sem protocolos e afins, que deixem as pessoas incomodadas ou que limitem a sua verdadeira forma de ser. Gosto da ideia do vestido, do meu pai a meu lado, da pessoa à minha espera... Gosto da ideia da família unida e com um sentimento diferente, como em outras ocasiões não acontece. Gosto da ideia e gostava de um dia, casar. Mas pronto, eu ainda sou praticamente uma moça da aldeia! :)

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    1. margarida, fofa, nao entres por ai, tu és praticamente da aldeia, e eu sou MESMO da aldeia, mais precisamente do meio do mato e o meu sonho em casar é: ZERO....

      cada um com os seus sonhos e se é esse o teu sonho.. força nisso :)

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    2. Margarida, conforme disse no post compreendo e respeito que hajam muitas pessoas para quem a festa de casamento é importante. Se gostas dessa ideia e é um sonho teu, go ahead! ;)

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  4. A tua visão muito própria é que o casamento vale o que vale? :p

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    1. Dado tudo o que por vezes assistimos, logo após casarem, sim...

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  5. Temos de ver q o erro é q todos qrem fazer o casamento para os outros n para eles.... tanto q s m casar so terei testtemunhas (obrigatorio) e será feito onde, como e há hora q qro pois a cerimonia é para nos n para os oyutros!!!

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